Quando o primeiro pontapé na bola foi dado na abertura da Copa na Rússia, no maior evento esportivo do planeta, milhares de olhos estão voltados para os gols, defesas, chutes e movimentação no campo. Só que muitos anos antes disso, cientistas, designers e outros especialistas já se mobilizavam para apresentar ao mundo novidades tecnológicas do futebol. E, pode parecer uma ironia, mas aqui, em Rifaina, uma tese que defendia a tecnologia no futebol foi reprovada na Universidade de Franca no ano de 1985.

A tese do Rifainense CAMEL HELÚ aborda o uso da tecnologia nos estádios de futebol. Vanguarda ou utopia, a tese foi reprovada. Hellú a registrou em cartório e hoje no conta como a banda na época o tratou com irônia. 

Batizada de Telstar 18, bola da copa 2018 relembra a de 1970 e traz novidades no formato dos painéis, além de utilizar tom em preto e branco nas cores

Só que para além do que os olhos enxergam, está uma alta tecnologia que será usada pela Fifa nesta edição. O chip embutido na Telstar 18, que recebeu esse nome por homenagear sua parente distante que foi usada na Copa de 1970, possibilita uma série de ações. Para a entidade que cuida do futebol, as bolas que estarão nos campos russos poderão ser monitoradas em tempo real.

“O chip funciona como um código de barras. O importante é o leitor, o chip é apenas uma parte. Na Copa, a Fifa consegue ter todos os dados reais da bola, como deslocamento, velocidade, posicionamento global… A decodificação será feita só para a Fifa com as bolas da Copa”, revela Bruno Almeida, gerente sênior de relações públicas da adidas. “Para o torcedor, a bola terá um chip passivo, para evitar o hackeamento da bola. Ele foi desenvolvido para que o consumidor possa interagir”

Alguma semelhança com a tese é mera concidência. E viva os visionários com nosso saudoso CAMEL HELÚ