Como o colapso da União Soviética e o embargo norte americano impulsionaram a cultura da bike em Havana

Na década de 1990, Cuba passou por um período difícil, sem os subsídios maciços da União Soviética – que ajudaram o país a se manter até então – e com um embargo econômico que se acentuava cada vez mais.

Umas das consequências dessa crise foi a escassez de petróleo, e por consequência de combustível, que obrigou os cubanos a procurar meios alternativos de transporte.

O boom da bike em Cuba aconteceu nos anos 1990 com o colapso do bloco soviético

Foi então que o uso da bicicleta como meio de locomoção disparou. Milhares de cubanos aderiram à bike e pedalar tornou-se praticamente regra na ilha.

Anos mais tarde, a crise do transporte diminuiu, os veículos motorizados voltaram a circular e a cultura das bicicletas no país sofreu um duro golpe. Hoje, novos modelos são difíceis de encontrar e as peças para troca ou conserto não estão disponíveis, mas muitos cubanos ainda usam bicicletas diariamente e, apesar dos recursos limitados, algumas mecânica oferecem assistência para aqueles que não dispensam a bike no cotidiano.

Esse contexto é retratado pelo filme “Bikes Havana” que foi vencedor do 4th Annual Bike Shorts Film Festival, indicado ao Bicycle Film Festival 2014 e ao Bristol Cycle Festival.

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